Obras na Ulisses Faria começam ainda este ano, promete prefeitura

08 de julho de 2016

Fundo perdido deve transformar projeto de revitalização em realidade

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Secretário de Obras, Guilherme Distéfano junto ao projeto e situação atual da Ulisses Faria

Fotos: jornal ACONTECEU

O trecho que vai da Avenida Ozy Mendonça até a Rua Manoel Cunha Bitencourt é uma das vias mais movimentadas de São Mateus do Sul. Ponto de comércio variado, a Rua Ulisses Faria tem tráfego constante de automóveis e pedestres, com dificuldade em discernir “rua de calçada”, há anos.
Aguardada desde 2014, a revitalização da área estaria atrasada devido à falta de verba pública e, atualmente, recorre à uma “alternativa”, para finalmente sair do papel.
O Secretário Municipal de Obras, Guilherme Distéfano Santos, explica que o dinheiro para o início das obras virá de emenda parlamentar, que disponibiliza determinados valores à obras dentro do estado. Este “fundo perdido”, será a solução para viabilizar o andamento do projeto de recapeamento e revitalização ao longo da Ulisses Faria. “Aguardamos a aprovação do governo para abrir licitação. Contamos com o intermédio do Deputado Estadual, Hussein Bakri, para conseguir essa verba”, disse o secretário.
Essa será uma boa notícia para comerciantes como Edenilson José dos Santos. Proprietário de uma loja de assistência eletrônica, o empresário lida com as dificuldades de ter um estabelecimento no local. “Escolhemos a Ulisses Faria por ser um ponto de comércio movimentado, mas não nos atentamos a acessibilidade. Muitos clientes reclamam, principalmente quando chove”, contou Edenilson, referindo-se às áreas esburacadas e calçadas em desnível.

 
Obras e números
A crise econômica do país, segundo a prefeitura, seria a causa do atraso nas obras da Ulisses Faria. Segundo o prefeito de São Mateus do Sul, Clóvis Ledur, em períodos de PIB negativo, os setores da área civil são os primeiros a sofrer cortes, mas enfatiza a viabilidade do projeto ainda para este ano. “Iniciamos uma das partes mais importantes, que foi a drenagem das águas pluviais na área, mas não conseguimos dar andamento ao projeto, por indisponibilidade orçamentária”, disse Ledur”. A solução foi aguardar o aparecimento e uma nova fonte de recursos que será aplicada na Ulisses Faria.

O jornal ACONTECEU entrou em contato com o Deputado Estadual Hussein Bakri e questionou sobre o processo de liberação de verba. De acordo com Bakri, o valor foi aprovado pelo governo do Paraná, na última semana. “A prefeitura será notificada da autorização do estado, nos próximos dias. Já estamos com, praticamente, todos os trâmites encaminhados”, afirmou o deputado.

No total, foram captados 8,5 milhões de reais, provindos de emenda parlamentar “fundo perdido”, a partir da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (SEDU) e empréstimos concedidos ao município. Do valor citado, serão 4 milhões à pavimentação em diversos locais de São Mateus, 2,5 milhões para canalização do braço do Rio Canos, na Vila Prohmann e 2 milhões (do fundo perdido) aplicados, integralmente, na Ulisses Faria. As obras neste local incluem retirada do canteiro central, calçamento padrão, da rodoviária até o trevo, além de arborização lateral e recapeamento completo.

Com seu empreendimento, recém-inaugurado, localizado na entrada da cidade, Eduardo Gaulke entende a revitalização como uma “via de mão dupla”, benéfica tanto para os empresários, quanto para a economia municipal. “A Ulisses é a porta de entrada da cidade. Faremos nossa parte para atrair mais turistas para São Mateus e gostaríamos que eles tivessem, desde o primeiro momento, uma recepção a altura que a cidade pode oferecer”, disse Eduardo.
O projeto revitalizará a entrada de São Mateus do Sul (integrada ao trecho). Atualmente, o local chama atenção por sua aparência. O que deveria ser um símbolo de “boas-vindas” é, há anos, um ponto que remete ao esquecimento e descuido. O jornal ACONTECEU já realizou diversas matérias sobre os problemas do entorno, incluindo a cobertura de reuniões de representantes do poder público com comerciantes e moradores da área e a apresentação de possíveis soluções para viabilizar as melhorias no local. Das ações iniciadas, o fundo perdido parece ser a “luz no fim do túnel” para a prometida revitalização, tão aguardada pelos cidadãos são-mateuenses.

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