NOSSA GENTE: que se destacou no Brasil

19 de setembro de 2014

O pipoqueiro mais famoso do Brasil

Além do paladar, a pipoca do Valdir atrai atenções pelo empreendedorismo do são-mateuense que ganhou o país com sua forma de vender

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Ele já apareceu em telejornais, programas de entretenimento e revistas de grande circulação. Mais recentemente, foi destaque no Fantástico, da Rede Globo, por suas estratégias empreendedoras. Mas pode ser encontrado por qualquer um que queira apreciar uma boa pipoca no centro de Curitiba. Valdir Novaki, 41 anos, saiu de São Mateus do Sul ainda adolescente para ganhar a vida vendendo pipoca da forma mais inovadora que encontrou.

Seu carrinho chama atenção pela personalização e higiene. Valdir faz questão de manter os utensílios sempre bem limpos, oferece kit-higiene aos clientes e imprimiu no bolso dos uniformes os dias da semana, para que o público veja que ele troca a vestimenta todos os dias. A pipoca tem receita específica com seu padrão de qualidade, o cliente tem cartão-fidelidade e o vendedor, sempre sorriso no rosto. “Minha pipoca é disputada”, orgulha-se Valdir, que vende ao mesmo preço da concorrência, mas vende mais. “Não ganho em um pacote vendido. Vejo meu ganho no final do dia, com tudo que vendi”.

Ainda na capital do xisto, Valdir era boia-fria, mas decidiu ganhar a vida na capital do Estado, como autônomo. Levou 14 para conseguir a concessão de um ponto na Praça Tiradentes — com a esperada oportunidade, investiu na pesquisa de mercado e usou a criatividade para trabalhar fraquezas do setor que observava na concorrência. Hoje, além da venda garantida, roda o país oferecendo palestras de empreendedorismo e atende filas de repórteres com a mesma simpatia. Para ele, não há segredo no sucesso, apenas vontade. “Trabalhos simples podem ter grande resultado”.

São-mateuense em cena

Das peças estudantis da escola normal para os grandes palcos do país, o salto de Rosana Stavis está hoje em brilhar como uma das principais atrizes do teatro no Brasil

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A faculdade de Artes Cênicas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba não foi exatamente o passo inicial para Rosana Stavis alcançar o prestígio que tem hoje no teatro. O interesse pelos palcos surgiu ainda no período escolar, na Escola Normal Haydeé Carneiro, em São Mateus do Sul, quando interpretou sua primeira protagonista em uma peça ensaiada no Magistério. “Foi onde eu vi que tinha este talento”, resume.

O desafio do papel principal em Pluft, o fantasminha e O boi e o burro a caminho de Belém, textos de Maria Clara Machado, foi uma grande responsabilidade para a adolescente que estudava para ser professora e não imaginava que o teatro cruzaria o seu caminho. Três décadas depois, sente no palco o aconchego que sentia na cidade natal, passeando a beira do Iguaçu, mas com a gratificação proporcionada por anos de dedicação profissional.

Há 11 anos, Rosana tem uma parceria pessoal e profissional com Marcos Damaceno, com quem tem uma filha e conduz uma companhia, e a trajetória da dupla a levou a indicação ao principal prêmio do teatro, o Shell, com a peça Árvores Abatidas ou para Luis Melo, monólogo na qual encarna 12 personagens. “Meu marido sempre falou que eu ainda iria ganhar o Shell, e seria com este trabalho, porque ficamos meses ensaiando, muitas horas de trabalho árduo para chegar à perfeição, e o resultado foi esse”, conta. “Sempre ensaiamos em Curitiba, nossa sede, e levamos nossos trabalhos para o Brasil. Com Árvores abatidas fizemos todas as capitais brasileiras”.

Entre os grandes ícones da dramaturgia brasileira com quem trabalhou, está o profissional e amigo Paulo Autran, e também Paulo Betty, que dirigiu o filme Cafundó. Passagens pelo teatro, cinema e TV, que enriqueceram sua experiência, mas que a fizeram ver que os palcos, que se abriram para ela na escola normal de São Mateus do Sul, ainda carregam sua maior admiração, assim como a família. “Recebo muitos convites para a TV, mas minhas prioridades são o teatro e minha filha”.

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