Moradores resgatam história do tropeirismo em São Mateus do Sul

03 de julho de 2015

Dados históricos, boas histórias e tradições estão sendo reunidos para promover grande encontro de tropeiros da região

 

838tropeiros1Grupo de interessados no assunto está se reunindo para resgatar o tema (foto: jornal ACONTECEU)

 

Esta semana, o jornal ACONTECEU recebeu a visita de um grupo animado para resgatar um valioso momento da história de São Mateus do Sul, que foi também um dos marcos da história do Paraná, precedendo ainda os períodos de navegação e colonização polonesa — o tropeirismo. Francisco Caminski, Evaldo Drabeski, Eurico Ferreira de Lima, Eloi Andrianschyk, Luiz Carlos Franco e Helington Lugarini trouxeram boas histórias e projetos que remetem à passagem das tropas por São Mateus do Sul, cruzando o Estado para levar mercadorias até São Paulo.

Uma iniciativa da Fundação Cultural, Secretaria de Educação e Cultura, Secretaria de Esporte e Turismo, Rotary Club e Rotary Club Xisto do Iguaçu está planejando reavivar esse momento histórico a partir da realização do 2º Encontro Regional dos Tropeiros e 1ª Festa de São Sebastião, no Emboque, planejado para janeiro de 2016, com direito a uma semana inteira de programação voltada para o tropeirismo, como procissão, jantar tropeiro e palestras.

Enquanto o evento está longe, os interessados no assunto tentam atrair o interesse da comunidade pelo tema — e histórias não faltam. Com seus quase 90 anos, Eurico lembra de quando, ainda criança, via as tropas passando pelas terras de sua família, com 200, até 300 cabeças de gado. “A região era muito movimentada, e não poucas vezes uma tropa partia de manhã e outra chegava no final da tarde”, recorda. Eurico ainda guarda na memória inúmeros causos ligados às passagens dos tropeiros pela região.

Conforme lembrou Luiz, até mesmo após o fim da passagem das tropas vindas do Rio Grande do Sul, a região ainda recebia tropas de localidades mais próximas. “Nos anos 1950, meu pai levava mulas em tropa até Londrina, no início da colonização do norte pioneiro. Levavam perto de 30 dias para chegar até lá”, conta.

Há pessoas que ensejam a criação de um Caminho das Tropas, restaurando os trajetos percorridos pelos tropeiros, e que hoje fazem parte de São Mateus do Sul. O trajeto iniciava na região do Passinho (divisa com Mallet), passando por Passo do Meio, Faxinal dos Elias, Tijuco Preto, Taquaral do Bugre, Dois Irmãos e Água Branca, saindo para São João do Triunfo e depois Palmeira. No Taquaral do Bugre, já existe um monumento criado em homenagem aos tropeiros.

838tropeirosTropeirismo em São Mateus do Sul é lembrado com monumento no Taquaral do Bugre (foto: arquivo pessoal Luiz Carlos Franco)

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