Igreja centenária da Água Branca é tombada pelo patrimônio histórico do Paraná

29 de agosto de 2014

Comunidade ainda almeja tombamento a nível federal, para alcançar maior apoio no processo de restauração do espaço

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Um dos principais marcos arquitetônicos, religiosos e étnicos de São Mateus do Sul ganhou reconhecimento estadual na última semana. O Conselho Estadual do Patrimônio aprovou, na quarta-feira, 20, o tombamento da centenária Igreja São José, da Água Branca, como patrimônio histórico do Paraná. O reconhecimento foi uma conquista para a comunidade da região, que batalha para colocar em prática o projeto de restauração do espaço.

De acordo com a comunidade da Água Branca, a busca pelo tombamento se deu em prol do reconhecimento do valor da igreja, além do fato de a posição de patrimônio histórico abrir mais oportunidades de patrocínio para o restauro da estrutura, cujo projeto, realizado pelo Instituto Arquibrasil com apoio da Petrobras, está pronto desde 2011. “O fato de ser um bem tombado como patrimônio federal vai abrir muitas portas. Buscamos o tombamento estadual, e agora já está sendo processado o pedido a nível federal”, explica Rozeli Ferreira Oleinik.

A Coordenação do Patrimônio Estadual da Secretaria de Estado da Cultura compreendeu o valor histórico da igreja e sua conservação como de interesse público. De acordo com a coordenadora Rosina Parchen, o pedido foi feito em fevereiro deste ano pela Fundação Cultural de São Mateus do Sul, e o fato de já existir um projeto de restauração bem formulado possibilitou que o processo fosse, de certa forma, agilizado. “Nós já conhecíamos a importância da igreja, e recebemos o processo instituído para a obtenção de recursos, então submetemos o projeto ao Conselho, complementando com o que foi necessário. O tombamento vai facilitar essa obtenção de recursos, principalmente em relação ao Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo, e as obras de restauro poderão receber orientação técnica e supervisão do Estado”, declara. De acordo com ela, apesar da aprovação do Conselho, o processo ainda se encontra finalizando os trâmites burocráticos, o que inclui comunicar e obter o consentimento da paróquia, para ser homologado, dentro de cerca de um mês.

Rozeli, uma das representantes da localidade, afirma que o tombamento visa gerar, também, maior sensibilização de empresas, da comunidade e do poder público. “De posse desses documentos, a comunidade está pensando em se mobilizar, para seja vista e ouvida, e consiga ver o sonho se tornar realidade. Que os governantes vejam a necessidade dessa atenção à igreja e sua restauração”, diz.

A Igreja de Água Branca, há 15 quilômetros do centro da cidade, foi concluída em 1900, em forma de cruz, e seu papel é reconhecido como de grande importância na história religiosa e étnica de São Mateus do Sul, símbolo da grande devoção dos imigrantes e descendentes poloneses na fé católica. Recebe inúmeros visitantes dos mais diversos lugares do Brasil e até outros países, que se encantam com o que, além de uma estrutura religiosa, é considerada uma obra de arte, cultura e fé. A comunidade, por meio de recursos de festas e doações das famílias, já fez vários reparos na estrutura da igreja, com intuito de sanar pequenos problemas e evitar maiores danos, além de ter restaurado a casa dos padres, com recursos próprios, já que esta área não estava contemplada no projeto de restauração da Igreja.

Foto: Arquivo/jornal ACONTECEU

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