Governador entrega licença ambiental para ampliar atividades da SIX

18 de fevereiro de 2016

Liberação permite a ampliação da industrialização do mineral, pesquisa tecnológica e coprocessamento de xisto com pneus usados e borrachas similares

 

Arnaldo-Alves-ANPrFotos: Arnaldo Alves/ANPr

 

Com informações da AENPr

O governador Beto Richa entregou nesta quinta-feira (18), no Palácio Iguaçu, a licença ambiental prévia para ampliação de atividades na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) da Petrobras em São Mateus do Sul. A licença foi entregue ao gerente-geral da SIX, José Alexandrino Machado, e ao prefeito de São Mateus do Sul, Clovis Ledur, e permite, segundo o governo estadual, a ampliação da industrialização do mineral, pesquisa tecnológica e coprocessamento de xisto com pneus usados e borrachas similares.

“Com a liberação da licença ambiental, damos mais um grande passo. Se havia alguma preocupação da viabilidade de operação desta indústria, a licença permite a ampliação da produção, sem aumentar os riscos ambientais”, afirmou o governador. Já o gerente-geral da unidade expressou-se pela primeira vez perante a imprensa sobre os planos da companhia atualmente.  “Pelo contexto da Petrobras neste momento, foi exigido de todas as suas unidades de produção um aumento de sua rentabilidade e desempenho econômico e financeiro”, disse Machado. Ele explicou que, a partir de agora, a SIX poderá receber as correntes intermediárias, que são os resíduos do processamento de petróleo, de outras refinarias da Petrobras, além dos resíduos da própria unidade. “Esta licença vem em boa hora, no momento exato de cumprir a missão de aumentar a sustentabilidade da SIX. Com isso, temos possibilidade de contribuir com a geração de caixa da Petrobras, diminuindo o custo de outras refinarias”.

A licença é uma das etapas necessárias para a ampliação do aproveitamento de xisto na SIX, gerando a mesma quantidade de resíduos sólidos e o menor impacto ambiental possível. “O documento permite que a empresa produza mais e extraia mais minérios, dando a destinação de seus resíduos sem prejudicar o meio ambiente. Haverá um reaproveitamento para não gerar mais resíduos do que já está sendo gerado”, explicou o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

Mossato contou que o processo de licenciamento estava em análise pelos técnicos do IAP há cerca de quatro meses. Devido à possibilidade de fechamento da unidade, o órgão agilizou a liberação. “Foi um fator importante trabalhar a licença prévia de ampliação para garantir a sustentabilidade da região”.

Com isso, será permitido o aumento de utilização de lastro oleoso de refinaria de 40 toneladas/dia para 360 toneladas/dia, aumentando a produção de óleo combustível de 608 toneladas/dia para 890 toneladas/dia.

 

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