De caneta em caneta, o carinho de uma coleção

22 de agosto de 2014

Motorista reúne mais de 2 mil canetas de várias épocas, modelos e partes do mundo, alimentando coleção rara e hobby prazeroso

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“Existe o personagem do Senhor dos Anéis. Eu sou o “Senhor das Canetas”, brinca o motorista autônomo Samuel de Lara, mais conhecido como Samuca. O apelido é justificável: nada menos do que 2230 canetas formam sua coleção particular e inusitada.

O hábito de colecionar, que se registra desde os tempos medievais, cruza gerações, culturas e classes sociais pela simples admiração a um objeto ou à sua história. E sua posse vai além de um bem material — para muitos, são relíquias, que, quão mais inusitadas sejam, mais descrevem a personalidade do colecionador. Pelas páginas do ACONTECEU, já contamos histórias de colecionadores de carrinhos de brinquedo, de relógios e até de frascos de perfume, e o colecionador da vez não rejeita nem brinde de candidato já vencido — canetas, quaisquer que sejam, fazem parte da coleção.

O relicário de Samuca é um baú, que, não por acaso, é estampado com escritas. Dentro dele, as mais de 2 mil canetas sem repetição são guardadas em plásticos, catalogadas conforme suas características. “Fica mais fácil de guardar, e de encontrá-las depois”, explica o colecionador. Após dez anos de coleção, os amigos de Samuca já se acostumaram a presenteá-lo com o item depois de cada viagem, fazendo-o acumular exemplares curiosos, do nordeste brasileiro às ilhas gregas, da clássica caneta de choque ao souvenir do transatlântico naufragado Costa Concordia. A mais rara e especial é a velha Parker herdada de sua mãe, professora, com a tampa banhada e a ponteira de ouro, que data dos anos 1940.

Samuca não sabe explicar ao certo de onde surgiu o gosto por um hobby tão peculiar. Começou despretensiosamente numa época em que ele trabalhava gerenciando lojas e ganhava muitos brindes de fornecedores durante convenções e treinamentos. Hoje, gasta horas prazerosamente separando as que ainda não estão catalogadas, atento às que são repetidas e que serão separadas para troca. “É interessante lembrar da história de cada uma, e ver como muita gente é solidária. Outro dia, um menino pequeno veio trazer uma caneta diferente para mim, feliz por ajudar na coleção”, revela. “É uma boa distração”.

Fotos: jornal ACONTECEU

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