Cavaleiros retornam de Aparecida do Norte com a fé renovada

05 de agosto de 2016

Tropeada de 1,3 mil quilômetros durou 29 dias; são-mateuense fez parte da comitiva

 

Sem-Título-2Fotos cedidas por João Albuquerque

 

Os desafios enfrentados ao longo de 1,3 mil quilômetros de viagem não superaram a fé de 20 cavaleiros, persistentes em honrar sua promessa. Chegar a Aparecida do Norte (SP) sob o lombo de seus cavalos, cumprindo 29 dias de tropeada em sinal de fé e tradição. A aventura foi cumprida no último mês, com a chegada do grupo no dia 21 de julho, totalizando 29 dias de viagem.

O grupo foi composto por integrantes das cidades catarinenses de Corupá, Monte Castelo, Canoinhas, Três Barras, Papanduva e Santa Cecília, além da paranaense São Mateus do Sul, representada por João Ferreira Albuquerque, da Comitiva Mágoa de Boiadeiro. Todo o trajeto foi previamente elaborado pelo grupo, que percorreu entre 40 e 50 quilômetros por dia, pernoitando em fazendas. Os animais passaram por exames e acompanhamento veterinário, inclusive com inspeção animal em São Paulo, antes do retorno. Veículos de apoio ainda acompanharam a comitiva — tudo, para tornar a viagem a melhor possível, o que se cumpriu, segundo os cavaleiros. Os desafios se resumiram às condições naturais do trajeto. “Pegamos uma geada muito grande numa região onde nos disseram que não geava há muitos anos. Ainda passamos por trechos puxados de serra, que, apesar de difíceis, proporcionaram lindas paisagens”, conta Albuquerque. “Mas não teve nada igual à nossa chegada em Aparecida. Fomos muito bem acolhidos. Foi emocionante demais”.

Os cavaleiros visitaram a grande basílica e também a igreja antiga, participando das celebrações, deixando pedidos e agradecendo pelas graças recebidas. Albuquerque revela que levou muitos pedidos de pessoas da cidade e também de quem encontrava a comitiva pelo caminho, e cumpriu a responsabilidade carregando a bandeira do município. “Na bandeira não levei religião. Levei os corações dos são-mateuenses, dos moradores de rua, dos encarcerados, dos enfermos, dos jovens, crianças, idosos. Cumpri a promessa por todos eles e voltei realizado”, declara.

A comitiva ainda registrou o nome de São Mateus do Sul no Museu do Tropeiro, em Boituva (SP), o que, para Albuquerque, foi outro importante legado da aventura.

 

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