A 120 dias internado, André ainda não tem perspectiva de quando voltará para casa

22 de agosto de 2014

São-mateuense com distrofia muscular de Duchenne completa 4 meses internado, e ainda espera equipamento que vai permitir seu retorno

Fotos suas publicadas nas redes sociais pela família mostram um rosto sereno, alegre, diferente das sensações que André Luiz Pacheco, 34 anos, viveu durante o início de um período delicado de internação, por consequência de uma pneumonia. Com o problema resolvido, sua melhora é gradativa e, não fossem os reflexos da distrofia muscular de Duchenne, doença degenerativa em estágio consideravelmente avançado, a impressão é de alguém saudável. Mas sua internação, no Hospital Santa Cruz, de Canoinhas, já dura 120 dias. André precisa de um respirador portátil para poder voltar para casa, mas a aquisição se tornou um desafio que ainda não tem previsão de acabar.

O caso está no Ministério Público, que recebeu o pedido do equipamento, mas embasa-se num relatório médico que ateste a condição de ele retornar sem risco, considerando a inexistência de UTI em São Mateus do Sul, e todo o suporte que o município precisaria fornecer a ele — e é aí que se encontra o problema. Segundo a família, o estado de saúde de André está visivelmente melhor, apesar da dependência do respirador, e a permanência no hospital está o abalando. “Não é bom para ninguém viver numa UTI, consciente, vendo sofrimento à sua volta. Só o queremos em casa, e ele também quer”, diz a irmã, Rosane Pacheco.

Na tentativa de adquirir o equipamento por conta própria, a família iniciou uma série de campanhas, com rifas e promoções, para arrecadar o valor necessário — orçado em R$ 32 mil.

As mais recentes informações da Promotoria de Justiça dão conta de que o caso segue entre contatos com o município, que, segundo a Promotoria, precisaria disponibilizar o home care para cuidados em casa, mas, ainda, conseguir com o Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes o auxílio para a permanência de André em São Mateus — só aí o Ministério Público entra com o pedido do respirador.

Atualmente, o pai de André tem ficado em Canoinhas para acompanhar o filho, e as visitas da família são uma festa, companhia aproveitada por ele e onde mais expressa sua consciência, melhora física e vontade de retornar.

Foto: Arquivo familiar

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