Barragem da SIX: Há riscos?

20 de novembro de 2015

Desastre em Mariana (MG) desperta atenção em relação à segurança das barragens, naturalmente gerando reflexão em São Mateus do Sul, que possui barragem da Petrobras há quase 50 anos

 

DJI_0030Foto: Top Filmagens

 

O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco em Mariana (MG), no dia 5 de novembro, que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e levou um mar de lama e rejeitos a outras localidades da região central do Estado, a cada dia revela novos prejuízos, entre mortes, feridos, destruição e danos graves ao meio ambiente. Além do impacto direto para a população de Minas Gerais, o desastre despertou comoção em todo o país, além de revelar certa fragilidade no controle de riscos de situações relacionadas. Naturalmente, a preocupação chegou a São Mateus do Sul, que há quase 50 anos possui uma barragem administrada pela Unidade de Industrialização de Xisto (SIX) da Petrobras. Os moradores, em especial das regiões das vilas Prohmann, Buaski e Jardim Dona Hermínia, historicamente refletem sobre os riscos para a cidade diante de algum possível incidente.

A barragem da SIX foi construída entre 1964 e 1967 e serve como reguladora das vazões da bacia do rio Canoas. Segundo a Petrobras, ela represa 1,5 milhão de metros cúbicos de água e opera como vertedouro livre.

Questionada pela reportagem, a companhia disse que toda a manutenção da barragem segue diretrizes da Agência Nacional das Águas (ANA) e que recebe vistorias constantes. “A rotina de inspeções segue as portarias do Instituto Águas do Paraná, com vistorias semanais, conduzidas por técnicos do setor de operação da Petrobras, e semestrais, realizadas por engenheiro civil.  As inspeções geram relatórios técnicos, periodicamente enviados ao Instituto Águas do Paraná”, informou a Petrobras, em nota.

A empresa ainda destacou que, em julho deste ano, houve auditoria realizada por engenheiros do Instituto das Águas do Paraná, concluída sem que nenhuma ocorrência significativa tenha sido apontada. Tendo em vista o monitoramento constante, a Petrobras é categórica ao afirmar que a barragem é segura. “Considerados os parâmetros da construção, a manutenção periódica em acordo com o que estabelece a ANA e dados históricos de incidência pluviométrica, não há risco de rompimento da barragem”, destaca.

Na sessão da Câmara Municipal de São Mateus do Sul da última segunda-feira (16), o vereador Márcio Antonio de Lima Barbosa, o Cabo Lima, propôs um requerimento solicitando que a Petrobras apresente laudos técnicos com relação à barragem e sua atual situação, também em função dos fatos ocorridos em Mariana que trouxeram preocupação à população da cidade. Na ocasião, o vereador Omar Picheth, que trabalha na unidade e acompanha os monitoramentos, relatou que as vistorias estão em dia. Ao ACONTECEU, ele disse que o seu setor possui todos os laudos técnicos das vistorias. “Meu setor faz a fiscalização visual diária e existe um contrato com uma empresa que faz a gestão estrutural, na parte de manutenção preventiva. Diante do que acompanhamos, não vejo perigo”, comenta.

É difícil precisar quais seriam as consequências para São Mateus do Sul na hipótese de um rompimento da barragem, mas pela imagem de satélite (abaixo) é possível ter uma ideia da proporção do reservatório  em relação à cidade e seu direcionamento sobre os bairros citados no início da reportagem.

 

Sem Título-2Imagem: Google

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