Audiência pública apresenta impactos ambientais de chegada de gasoduto a São Mateus

18 de setembro de 2015

Compagas prevê investimento de R$ 220 milhões para expandir rede de distribuição de Araucária até São Mateus do Sul

 

DSC_0142Foto: jornal ACONTECEU

 

Profissionais da Companhia Paranaense de Gás (Compagas) e da empresa IG Plan apresentaram à população, na noite da última quarta-feira (16), o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da obra de expansão da rede de distribuição de gás natural de Araucária até São Mateus do Sul, cuja previsão é iniciar em 2016. O encontro foi determinante para o processo de licenciamento ambiental do empreendimento e também oportunidade para que os presentes conhecessem melhor o projeto.

A audiência ocorreu no salão nobre do Colégio Estadual Duque de Caxias e reuniu, na mesa de autoridades, o prefeito de São Mateus do Sul, Clóvis Ledur, o vice Clóvis Distéfano, o presidente da Câmara, Enéas Melnisk, o prefeito de Cruz Machado e presidente da Associação dos Municípios Sul Paranaense (Amsulpar), Antônio Luis Szaykowski, o deputado estadual Hussein Bakri e os representantes da Compagas e da IG Plan, Marco Aurélio Biesemeyer e Francisco Lange, respectivamente. No público, também marcaram presença secretários municipais, vereadores, representantes do comércio e da indústria e demais interessados da comunidade.

Pela Compagas, Marco Aurélio falou sobre o trabalho da Companhia e seu projeto de expansão do atendimento. O engenheiro Luiz Antônio Zanette então apresentou o projeto, que consiste na instalação de tubulação de dez polegadas em valas com profundidade média de 0,60 (calçadas) a 1,2 metro (ruas), em uma extensão total de 156,3 quilômetros, desde Araucária, passando por Contenda, Lapa e Antonio Olinto até chegar em São Mateus, margeando a BR 476.

Francisco Lange explicou que uma equipe multidisciplinar realizou o diagnóstico dos impactos ambientais, com informações georreferenciadas das áreas afetadas e de influência direta e indireta, nos meios socioeconômico (demografia, saúde, índices de desenvolvimento, economia e infraestrutura), biótico (fauna e flora) e físico (solo). “Esse estudo permitiu conhecer a região e desenvolver programas para os impactos que o empreendimento vai causar”, relatou.

Os impactos negativos estão relacionados principalmente à fase de instalação da rede, como riscos de processos erosivos, ruídos, perturbação da qualidade do ar, perda de habitats para a fauna e densidade vegetal e alteração do sistema viário, todos eles já associados a medidas de prevenção e controle, assegura o estudo.

No que diz respeito à fase de operação, os impactos se concentram no risco de vazamentos de gás, ponto bastante questionado pelo público durante a etapa de dúvidas e sugestões da audiência. Segundo os profissionais, o tempo de resposta a um eventual vazamento é de até 30 minutos, quando as válvulas de bloqueio existentes antes e depois do ponto comprometido são fechadas. Considerando a manutenção preventiva e corretiva e as características do gás natural, a chance de acidentes é baixa, avaliam. “A avaliação dos impactos mostra ainda que a maioria dos efeitos deverá apresentar pequena magnitude e duração temporária, sendo devidamente controlados e protegidos”.

Em relação aos impactos positivos, o empreendimento estima desenvolvimento econômico, com geração de empregos, ampliação de serviços de oferta energética e aumento da capacidade produtiva, além da melhora na qualidade do ar, por consequência de redução do uso de combustíveis mais poluentes.

Na ocasião, o prefeito de São Mateus do Sul disse que o governo vem sendo muito cobrado quanto à necessidade de mais indústrias, e o gasoduto vem para trazer energia, ampliando o potencial do município. “O gás é muito bem vindo, pois a oferta de energia vai se somar à localização e mão-de-obra qualificada que já temos, mas que hoje está tendo que ganhar a vida fora da cidade. Precisamos urgentemente da industrialização”.

As obras estão previstas para iniciar no segundo semestre de 2016, com término no primeiro semestre de 2019.

 

Caminho-do-gásImagem: Divulgação Compagas

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