Artigo: Seria ele um mago?

03 de abril de 2015

A infância na Vila Amaral foi muito boa, pobre sim, mas muito boa! O centro da cidade era um mistério, lugar pra ir tomar vacinas, assistir o desfile de 7 ou 21 de setembro ou ir na missa do Pe. Alexandre.

Todo início de ano letivo era uma expectativa pois teríamos cartilhas, livros e todo o material novo. O cheiro de um livro novo é muito bom!

Nessa época, a livraria do Seu Chiquinho era o lugar mais agradável do mundo. Sabíamos que os pais não poderiam comprar aquela caixa de lápis longos de 36 cores, mas olhá-los na vitrine do “Seu Chiquinho” não custava nada, e convenhamos, já naqueles dias eu sabia que era um desperdício de material pois não tinha o menor talento para desenhos!

Agora, afetado pela nostalgia que atinge a todos que retornam pra rever sua terra, olho estes locais com uma saudade que eu não tinha quando vivia ali. Ao visitar o amigo José Henrique Huk Padilha, que hoje mora na casa que fica em cima da antiga livraria e onde o próprio Seu Chiquinho viveu, olhar pela janela e ver a igreja onde me casei, pelo ângulo que provavelmente o Seu Chiquiho viu tantas vezes as pessoas se dirigindo para a missa, foi uma experiência muito boa. Esta janela viu a história de São Mateus do Sul! Quanto ao Seu Chiquinho, por incrível que pareça eu nunca o vi. Conheci seus filhos, netos e bisnetos mas nunca o vi. Seria ele um mago, destes que habitam as bibliotecas e cuidam para que os livros se perpetuem?

Luiz Ferraz

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