Após demissões, Incepa segue reduzindo custos para superar crise no setor

29 de julho de 2016

Empresa se posicionou sobre a significativa redução no quadro de colaboradores

 

IMG_8451Foto: jornal ACONTECEU

 

“A empresa está tomando todas as medidas necessárias para adequar as despesas de estrutura ao faturamento, equilibrando suas finanças, apostando em uma melhoria do mercado da construção civil para iniciar o ano de 2017 em condições mais favoráveis”, expressa, apoiando-se no otimismo, o gerente de Recursos Humanos da Incepa, Fernando Campeze, sobre o delicado momento em que vive a indústria de revestimentos cerâmicos. Na semana passada, o ACONTECEU noticiou a rescisão de 41 funcionários da fábrica de São Mateus do Sul e aproximadamente 50 da unidade de Campo Largo, resultado da dura crise no setor. Esta semana, a empresa se pronunciou sobre a situação.

A reportagem não havia conseguido retorno da Incepa até o fechamento da edição passada, quando a questão foi divulgada a partir de informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias para Construção de Pisos, Azulejos, Refratários e Similares de Campo Largo e São Mateus do Sul (Sindipiso). Esta semana, a empresa disse que a redução foi de aproximadamente 16% do quadro de cerca de mil colaboradores, em todas as áreas da empresa. Segundo o gerente de Recursos Humanos, desde o começo do ano foram tomadas várias medidas para reduzir custos nas áreas produtivas e otimizar a produção. Porém, o retorno do mercado ainda não foi o desejado e a produção teve de ser reduzida temporariamente em Campo Largo e São Mateus do Sul, com férias coletivas nas duas unidades e layoff em São Mateus, onde um forno está parado desde novembro de 2015. “Todas as ações foram tomadas com o objetivo de preservar os empregos, mas infelizmente não foi possível em função da queda das vendas no setor de material de construção, que é da ordem de 15,3% nos últimos 12 meses, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat)”, explica Campeze.

A expectativa de que o mercado se reequilibre em 2017, contudo, não impede que providências tenham que ser efetivadas no momento. Segundo ele, estão sendo tomadas várias medidas como redução de custos, revisão de contratos, ajuste do quadro de colaboradores à demanda de produção, aumento das exportações etc. Além disso, um grupo de aproximadamente 118 colaboradores das áreas administrativa, comercial e áreas de apoio iniciarão em 1º de agosto uma redução de jornada e de salários na ordem de 10% por um período de seis meses.

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