Soltura de alevinos repercute – esclarecimentos

13 de novembro de 2015

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Na semana passada, o jornal ACONTECEU publicou a matéria “Grupo de amigos promove a soltura de mais de 2 mil alevinos no rio Iguaçu”, notícia que gerou repercussão principalmente na versão online do jornal (jornalaconteceu.com.br), com comentários contrários à atitude. Muitos internautas criticaram que a iniciativa foi imprudente, por envolver filhotes de carpas-capim e jundiás, consideradas exóticas para a Bacia do Iguaçu.

O jornal ACONTECEU buscou informações sobre o assunto, e obteve a confirmação, da Polícia Ambiental, que a carpa-capim e determinados tipos de jundiá não são nativos da região, podendo causar desequilíbrio no meio ambiente.

Também consultado, Ernesto Ronconi, do grupo Amantes do Iguaçu, disse que as espécies são exóticas, porém, já ambientadas. “A introdução de espécies exóticas decorre da falta de conhecimento sobre as espécies nativas, pois muitas estão presentes há tanto tempo nos locais que as pessoas acreditam serem nativas”, comenta.

Ernesto considera a atitude de repovoar o rio com peixes louvável, mas alerta para o devido cuidado, pois determinadas espécies exóticas causam grandes desequilíbrios. “A carpa-capim já está ambientada e outras espécies já estão acostumadas com ela, que é onívora e não carnívora, e a quantidade liberada não deve causar desequilíbrio”, opina.

As espécies nativas mais comuns no rio Iguaçu que passa por São Mateus do Sul são lambari, bagre amarelo, cascudo, traíra e saicanga.

ATUALIZAÇÃO – Na tarde de quinta-feira (12), após a circulação da edição impressa da semana do jornal ACONTECEU, o grupo que promoveu a soltura de alevinos comunicou a redação que se equivocou ao discriminar as espécies soltas no Iguaçu, na reportagem da semana passada. Segundo o grupo, foram soltos filhotes de bagre amarelo e jundiá amarelo.

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