Paraná enfim manifesta intenção de revitalizar o Rio Iguaçu

03 de abril de 2015

Fase é de elaboração do projeto e propostas de ações, em parceria com vários órgãos; mesmo longe das grandes indústrias, piora da qualidade da água se reflete na região

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Foto: jornal ACONTECEU

Durante simpósio sobre o Dia Mundial da Água, realizado em Curitiba no dia 23 de março, o rio Iguaçu entrou em pauta. Na ocasião, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, falou de um projeto que está sendo desenvolvido para revitalizar o maior rio do Estado. O projeto conta com a participação de vários órgãos, como a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Companhia Paranaense de Energia (Copel), e vai incluir a colaboração dos municípios.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Soavinski, afirmou que o projeto para o Rio Iguaçu vai priorizar a revitalização de trechos mais urbanizados, que são os mais ameaçados. “Estamos seguros de que este projeto não é para um ou dois governos, mas um protejo da sociedade, que exigirá o compromisso deste e dos próximos governantes, com um arranjo institucional que garanta sua continuidade”, disse Soavinski.

Uma das etapas mais importante do projeto será o envolvimento dos municípios, locais onde a intervenção ambiental acontece. Serão envolvidos ainda universidades, organizações não governamentais, ambientalistas e setores usuários de recursos hídricos como indústria e agricultura.

Segundo o governo, no momento a fase é de elaboração do projeto e propostas de ações, que depois serão discutidas com todos os segmentos sociais por meio dos Comitês de Bacias.

Qualidade da água piora

A necessidade de revitalizar o Rio Iguaçu já vem há um bom tempo sendo apontada por entidades de preservação ambiental, que observam a gradual piora da qualidade da água e pedem políticas públicas de preservação e ações de educação ambiental. No ano passado, a Expedição Científica do Alto Iguaçu, realizada pelo Grupo Ambientalista do Rio Iguaçu (Gari) entre Porto Amazonas e São Mateus do Sul, concluiu que a qualidade da água na região, antes considerada de Classe 2 (boa) passou a compor a Classe 3  (mediamente poluída), conforme classificação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O trajeto percorrido é justamente onde começa a recuperação do rio pela agressão maior que acontece na Região Metropolitana de Curitiba.

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