Na Rússia, prefeitos da região participam de discussão sobre o futuro do tabaco

17 de outubro de 2014

6ª Conferência das Partes preocupa produtores quanto a novas restrições à produção da cultura

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Na última semana, os prefeitos de São João do Triunfo, Marcelo Hauagge, e de Canoinhas, Luiz Alberto Faria, embarcaram para Moscou, na Rússia, representando a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Amprotabaco) na 6ª Conferência das Partes (COP 6), da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). As representações da maior região produtora de tabaco do Brasil estão preocupadas com possíveis novas restrições à produção da cultura.

A CQCT possui 35 artigos e tem como objetivo promover ações de combate ao tabagismo. Entretanto, algumas medidas da pauta da COP 6 estão diretamente relacionadas à produção no campo, e esse é o temor de toda a região produtora. Dizem respeito à diversificação de culturas no campo e redução da área plantada de tabaco, com a substituição de cultivo.

Em relação ao artigo 17, que trata da diversificação dos produtores para reduzir a produção de tabaco, o setor fumageiro não apresenta muitas divergências no que se refere ao que diz o texto. O que é reivindicado é a participação de entidades representativas nas discussões sobre o tema. No que diz respeito ao artigo 18, meio ambiente, a preocupação está em possíveis alterações ou itens novos que prejudicam a atividade do produtor, e que podem influenciar grandemente na economia das regiões produtoras, como é o caso de São João do Triunfo, principal município produtor do Paraná e o sétimo do País.

A Conferência começou no dia 13 e vai até sábado, 18 de outubro. Os prefeitos devem retornar no dia 19.

A partir da próxima semana, o ACONTECEU traz informações sobre os resultados da conferência.

O setor

Na safra 2012/2013, segundo pesquisa da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a produção alcançou 706 mil toneladas. Deste volume, 50% foram produzidos no Rio Grande do Sul, 30% em Santa Catarina e 20% no Paraná, gerando cerca de 30 mil empregos diretos nas empresas do setor instaladas na região Sul do País.

Com esta produção, o Brasil se mantém em destaque no cenário mundial, ocupando as posições de 2º maior produtor mundial e, desde 1993, de maior exportador de tabaco do mundo.

Foto: Divulgação

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