Lixões: quando o descaso de alguns prejudica muitos

16 de outubro de 2015

Descarte inconsequente em esquinas e em frente a propriedades não habitadas é comum na cidade, poluindo e prejudicando moradores e pedestres

 

853lixo-1Fotos: jornal ACONTECEU

 

É inquestionável o dever do poder público na gestão do lixo, do recolhimento à destinação adequada. Mas também é primordial a responsabilidade de cada um sobre os resíduos que gera, não somente do portão de casa para dentro.  Por São Mateus do Sul se espalham exemplos de lixões em esquinas e em frente a propriedades não habitadas, que além da má impressão para quem vê, complica a vida de quem mora ou passa pelas imediações.

Semanas atrás nossa reportagem flagrou um despejo irregular de restos de poda de árvores em plena área central da cidade, frequentada por muitas pessoas. Mas há situações que vão além, como um histórico lixão na rua Guilherme Kantor, que, mesmo sendo eliminado, é refeito em questão de poucos dias. “A Prefeitura vem, recolhe tudo, e no outro dia já tem gente jogando lixo novamente”, revela a moradora Lorena Mazur, da região diretamente comprometida pelas consequências da poluição. “O cheiro é insuportável, pois jogam de tudo. Até animal morto já avistamos por lá”, descreve. “Meu medo é quando acumula água parada, pois é muito comum ter potes de plástico, aumentando o risco de dengue”.

Os moradores não sabem precisar quando o problema começou — sabem que faz algum tempo —, mas dizem que a situação piorou recentemente. “Vem muita gente de longe, que para o carro para descarregar o lixo. Acham que é local para isso”, comenta Isaías da Silva Lourenço. Diz que o mau cheiro é o principal incômodo, mas lamenta também pelos pedestres. “Às vezes tem sofá, móveis de todo o tipo. Então o lixo ocupa a calçada e atrapalha quem precisa passar”.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que a coleta é contínua. “Se eventualmente [o caminhão de lixo] não passar, é só ligar para a Secretaria. Não tem motivo para jogar”, alerta o diretor de Meio Ambiente, Thales Mazepa. O local para onde vai o lixo doméstico ou entulhos não poderia receber também resíduo reciclável, que tem outra destinação e precisa ser separado. O descarte misturado, de maneira inconsequente, ainda deixa de gerar renda para os trabalhadores da Cooperativa São-mateuense de Materiais Recicláveis (Cosamar).

 

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