Andamento do projeto Xisto Agrícola é apresentado a empresários

15 de abril de 2016

Proposta busca licenças para entrar no mercado

 

875xisto-agrícolaFoto: jornal ACONTECEU

 

Empresários, integrantes da sociedade civil organizada e lideranças municipais conheceram mais detalhes do desenvolvimento do projeto Xisto Agrícola, em reunião realizada na manhã de quarta-feira (13), na sede da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS). A proposta prevê a utilização de subprodutos do xisto — água de xisto, calcário de xisto, finos de xisto e xisto retortado — como fertilizantes agrícolas.

A proposta foi apresentada pela equipe do projeto na Petrobras-SIX (gerência de comercialização), representada por Arnei Reginato, Andrea Appolinario e Thiago Langer, e da Embrapa, representada por Rosane Martinazzo. Eles mostraram o andamento do processo desde o início, ainda com a criação da incubadora tecnológica nos anos 1990 e o início do projeto em 2003, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), e colocaram os presentes à par de todos os estudos, experimentos e avaliações realizados desde então, nos quesitos de segurança ambiental, segurança alimentar, produtividade, nutrientes e aplicações em diversos solos e culturas, tendo resultados favoráveis tanto pelos técnicos e instituições parceiras do projeto quanto por consultor externo. “Todo esse trabalho é o que nos dá hoje a segurança no projeto, a convicção de que os produtos são bons”, enfatizou Arnei.

O produto água de xisto foi o primeiro a sair do papel e já é utilizado por empresas da área, com possibilidade de ampliação no mercado. Já os produtos calcário de xisto, finos de xisto e xisto retortado estão em processo de liberações ambientais e comerciais. Segundo a equipe, a proposta é uma matriz fertilizante que utilize os três produtos, portanto, é importante a liberação de todos.

As dificuldades estão na morosidade dessa liberação, embora os muitos relatórios assegurem a segurança da utilização e outros fatores determinantes.Posteriormente, o desafio é conseguir se estabelecer no competitivo mercado da área. A equipe é confiante em relação ao sucesso devido ao diferencial do produto. “Existe a segurança de que não há riscos, e, ao contrário, traz benefícios com a redução de outros insumos. O xisto tem o seu diferencial, além do fato de que é um produto local”, comentou Andrea, tendo em vista que cerca de 70% do fertilizante utilizado em território nacional é importado.

O assunto originado na ocasião pelos presentes foi a necessidade de empenho e união para conseguir agilizar essas liberações, principalmente com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), tendo em vista o porte do projeto e o que ele pode representar para o município e região.

Em meio à instabilidade da SIX e à crise enfrentada atualmente, o projeto Xisto Agrícola é considerado por muitos como um futuro divisor de águas na economia local.

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